“Queria ter bebido até desmaiar. Só pra completar essa noite ridícula. Sei lá, sentada na sala da minha casa agora eu percebo o quanto tudo isso não significa nada. O quanto me arrumar, ficar bonita, atraente (que seja) e ir pra uma festinha qualquer, rodeada de pessoas (exceto pelas minhas amigas) também quaisquer não preenche, não acalma, não acrescenta… É tudo tão vazio e depois que acaba eu só consigo essa sensação de não pertencer a isso. Tem tanta gente ridícula e fútil nesse mundo… Tanta gente que se incomoda com a sua vida, que se preocupa com ela, que faz de tudo pra chamar sua atenção e pra tentar se sentir melhor que você. De primeira, parece engraçado. Mas depois é chato, superficial, ridículo, vazio, fútil. Digno de pena. Eu não consigo nem me importar com isso… Pensando sobre o que pensar sobre, não penso em nada a não ser no quanto nada disso tem a ver comigo. A música idiota que eu danço na festa idiota nunca vai se comparar à poesia que eu ouço e que me toca. Os caras idiotas que estão me dando mole feito idiotas não chegam aos pés do cara que vai me levar pra tomar café numa tarde mais ou menos fria. E o pior é que eu acho que ele nem existe. Eu queria conhecer o amor, mas dizem que quem procura não acha. Eu queria conhecer o amor porque eu tenho buracos, tenho espaços ocos dentro de mim que eu não consigo preencher. Eu odeio meus buracos porque vez em quando eles me doem. Odeio as coisas que já fiz pra tentar preencher esses malditos buracos e odeio não conseguir superar essas coisas. Já fiz coisa idiota que eu queria poder apagar da minha vida. Já pensei que ia conseguir completar meus espaços com algumas pessoas e, caramba, queria não ter pensado isso. Já tentei também a bebida e confesso que foi menos pior que com as pessoas. Talvez eu seja mesmo um pouco triste, louca, metade, incompleta, perturbada. Talvez, tudo bem.” —	 (Mariana Saguias)

“Queria ter bebido até desmaiar. Só pra completar essa noite ridícula. Sei lá, sentada na sala da minha casa agora eu percebo o quanto tudo isso não significa nada. O quanto me arrumar, ficar bonita, atraente (que seja) e ir pra uma festinha qualquer, rodeada de pessoas (exceto pelas minhas amigas) também quaisquer não preenche, não acalma, não acrescenta… É tudo tão vazio e depois que acaba eu só consigo essa sensação de não pertencer a isso. Tem tanta gente ridícula e fútil nesse mundo… Tanta gente que se incomoda com a sua vida, que se preocupa com ela, que faz de tudo pra chamar sua atenção e pra tentar se sentir melhor que você. De primeira, parece engraçado. Mas depois é chato, superficial, ridículo, vazio, fútil. Digno de pena. Eu não consigo nem me importar com isso… Pensando sobre o que pensar sobre, não penso em nada a não ser no quanto nada disso tem a ver comigo. A música idiota que eu danço na festa idiota nunca vai se comparar à poesia que eu ouço e que me toca. Os caras idiotas que estão me dando mole feito idiotas não chegam aos pés do cara que vai me levar pra tomar café numa tarde mais ou menos fria. E o pior é que eu acho que ele nem existe. Eu queria conhecer o amor, mas dizem que quem procura não acha. Eu queria conhecer o amor porque eu tenho buracos, tenho espaços ocos dentro de mim que eu não consigo preencher. Eu odeio meus buracos porque vez em quando eles me doem. Odeio as coisas que já fiz pra tentar preencher esses malditos buracos e odeio não conseguir superar essas coisas. Já fiz coisa idiota que eu queria poder apagar da minha vida. Já pensei que ia conseguir completar meus espaços com algumas pessoas e, caramba, queria não ter pensado isso. Já tentei também a bebida e confesso que foi menos pior que com as pessoas. Talvez eu seja mesmo um pouco triste, louca, metade, incompleta, perturbada. Talvez, tudo bem.” — (Mariana Saguias)

(Source: darknness)

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